Relatório de Actividade

Ano 2013

Relatório de Actividades da Sociedade Portuguesa de Diabetologia do ano 2013

 

Reuniões da Direcção da SPD

No seu terceiro e último ano de mandato a Direcção reuniu dez vezes.

 

Grupos de Estudo

A SPD tem, desde sempre, apoiado os seus Grupos de Estudo e fomentado a sua criação.

1 – “Grupo de Estudo de Tecnologias Avançadas em Diabetes – GETAD” – Coordenador Dr. Bragança Parreira

2 – “Grupo de Estudo de Educação em Diabetes” – Coordenador Prof. João Filipe Raposo

3 – “Grupo de Estudo de Investigação Fundamental e Translacional – GIFT” – Coordenadora Prof. Paula Macedo

4 – “Grupo de Estudo de Neuropatia Diabética” – Coordenadora Dra. Luísa Raimundo

5 – “Grupo de Estudo de Diabetes e Gravidez” – Coordenador Dr. Jorge Dores

6 – “Grupo de Estudo do Pé Diabético” – Coordenador Dr. Rui Carvalho

7 – “Grupo de Estudo de Epidemologia em Diabetes” – Dr. Simões Pereira

8 – “Grupo de Estudo de Diabetes e Doença Cardiovascular” – Coordenador Dr. Pedro Matos

9 – “Grupo de Estudo de Recomendações Terapêuticas” – Coordenador Dr. Rui Duarte

10 – “Grupo de Estudo de Nefropatia e Transplantação” – Coordenadora Dra. Margarida Bastos

11 – “Grupo de Estudo de Enfermagem em Diabetes” – Enfª. Isabel Correia

12 – “Grupo de Estudo de Diabetes na Criança e no Adolescente” – Coordenadora Dra. Rosa Pina



Reunião Anual da SPD – 2013

Realizou-se a Reunião Anual da SPD em Tomar, a 1 e 2 de Março de 2013.

Alteração do modelo prévio:

  • . Participação da Indústria Farmacêutica

  • . Posters

  • . Comunicações orais

Atribuição de 2 Bolsas e 1 Prémio

Bolsa de Estudo Pedro Eurico Lisboa, SPD/Bayer”

Bolsa Dr. M. M. Almeida Ruas SPD/Novo Nordisk”

Prémio SPD/Sanofi”



Prevadiab 2

Segunda fase do Estudo PREVADIAB

Coordenação: Dr. Luís Gardete Correia.



Renapedi

Registo Nacional de Pé Diabético Infectado.

Coordenação: Dr. Rui Carvalho.



HIPOS-ER

Hypoglycemia In POrtugal Study – Emergency Room

7 centros:

  • Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro

  • Centro Hospitalar do Porto

  • Centro Hospitalar de S. João

  • Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra

  • Centro Hospitalar de Lisboa Norte - Hospital de Stª. Maria

  • Hospital Beatriz Ângelo – Loures

  • Hospital Distrital de Faro



Patrocínio MSD



Programa “Juntos é mais fácil”

SPD como um dos promotores do programa “Juntos é mais fácil”

Objectivo: Ajudar a pessoa com diabetes e a sua família a compreender a doença e os tratamentos, a colaborar nos cuidados e a responsabilizar-se pelo seu estado de saúde, favorecendo a sua autonomia.



Patrocínio Novartis



Linhas de Investigação na Área da Diabetes

Comissão para política de Investigação – Prof. Doutor José Luís Medina (Presidente)

Comissão para revisão de bolsas – Prof. Doutora Manuela Carvalheiro (Presidente)



Colaboração com outras Sociedades e Serviços

Colaboração activa com outras Sociedades Médicas, concedendo o patrocínio científico a vários congressos, jornadas e cursos de reconhecido mérito científico na área da Diabetologia.



Agosto 2014

O Secretário-Geral da SPD

José Silva Nunes

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Terapêutica Infusora Subcutânea Continua...

DOCUMENTO DE TRABALHO PARA DISCUSSÃO

NA COMISSÃO DE COORDENAÇÃO

DO PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLO DA DIABETES

21/5/2004

 

Terapêutica Infusora Subcutânea Continua com Insulina na Diabetes (CSII) ou Terapêutica por Bombas Infusoras de Insulina

 

  1. A terapêutica com bomba infusora de insulina (CSII) é, actualmente, o standard mais elevado no tratamento subcutâneo com insulina nas pessoas com Diabetes

  2. A terapêutica com bombas infusoras de insulina, nas pessoas com diabetes tipo 1, constitui uma opção de terapêutica intensiva com indicações muito precisas.

  3. Este método, mais dispendioso do que o das múltiplas administrações de insulina, devido ao custo da bomba infusora e, sobretudo, ao dos consumíveis necessários, torna obrigatória a seguinte definição das indicações para a sua utilização:

  1. Controlo metabólico não aceitável em doentes a fazer insulinoterapia intensiva com múltiplas administrações de insulina (pelo menos 3 a 4 injecções/dia) incluindo, se apropriado e disponível, insulina glargina ou outra com idêntico perfil farmacocinético, definidos como:

    1. HbA1c> 7% apesar de terapêutica intensiva;

    2. Fenómeno de Dawn com níveis de glicemia>140-160 mg/dL (8-9 mmol/L);

    3. Acentuada variabilidade diária nos níveis de glicemia;

      1. História de hipoglicemia sem pródromos (hypoglycemic unawareness) ou hipoglicemias severas frequentes;

      2. Necessidade de flexibilidade no estilo de vida (ex. turnos, viagens frequentes entre vários fusos horários);

      3. Gravidez (ou planeamento da gravidez).

  1. Estas indicações são, também, aplicáveis a crianças e adolescentes.

  2. A terapêutica por CSII implica da parte das pessoas com diabetes tipo 1 e seus familiares no caso das crianças, motivação, prática de automonitorização da glicemia capilar e competência para a sua utilização de forma satisfatória

  3. A terapêutica por CSII é, apenas, possível em condições organizacionais em que existe experiência com este tipo de terapêutica.

  4. Significa, na prática, que o “centro provedor” deste serviço deve ter, pelo menos, 10 pacientes neste tipo de tratamento, para manter a capacidade em recursos profissionais treinados (médicos, enfermeiros, nutricionistas/dietistas) e uma boa relação custo-efectividade.

  5. Cada “centro provedor” deverá ter um protocolo escrito de actuação para situações de emergência e/ou problemas técnicos a que deverá poder responder 24h/dia.

  6. Ao ser iniciado este esquema organizativo, onde virtualmente não existe experiência prévia, deverá ser obrigatório um programa de treino para os profissionais dos “centros provedores” que se candidatem a este tipo de tratamento.

  7. O programa de treino deverá conter pelo menos:

  1. Treino teórico baseado na história, indicações, prós e contras da terapêutica.

  2. Treino prático, para profissionais médicos, no processo de terapia com CSII, no uso das bombas e cálculo das doses basais e bolus.

  1. Treino prático, para profissionais de enfermagem, sobre uso das bombas (ex. problemas técnicos), consumíveis (ex. cateteres e agulhas) e educação terapêutica dos diabéticos sob este tipo de terapêutica.

  2. Treino prático dos profissionais em regime de chamada ou de urgência, para situações de emergência.

  3. O treino deverá ocorrer por um período máximo de 5 dias úteis

  1. O “centro provedor”, quando implementado, deverá manter, de forma contínua, uma equipa terapêutica, devidamente identificada, responsável pela decisão do início da terapêutica, a qual deve ser consultada sempre que haja uma proposta deste tipo de terapêutica.

  2. O “centro provedor”, sempre que possível deverá estar equipado com aparelhos de monitorização contínua da glecemia, ter experiência com a técnica e sua aplicação, com vista à prescrição inicial da dose de insulina e seu progressivo ajuste com vista à optimização da terapêutica

  3. O “centro provedor” deverá, também, possuir um registo onde conste todos os diabéticos tipo 1 a fazer CSII, o tipo de bomba, cateter e de insulina utilizadas, que possa ser consultado pelos profissionais (médicos e enfermeiros) em regime de urgência interna e externa (chamada e/ou presença física).

  4. O “centro provedor” deverá, ainda, providenciar a revisão anual do da funcionalidade técnica e utilização da bomba, de todos os doentes, para monitorização de eventual necessidade de substituição, assim como a de todos os tipos de bomba (CSII) disponíveis no centro, com os respectivos manuais de instrução.

  5. O ajuste da dose de insulina (basal/bolus) deve ser efectuado, de forma progressiva, pela pessoa com diabetes, com adequada educação terapêutica através da automonitorização intensiva das glicemias capilares..

  6. A eventual proposta à Tutela da implementação da terapêutica intensiva com bombas infusoras de insulina implica a criação, no âmbito da Comissão, de um sub-grupo de trabalho que elabore, no prazo de três meses, relatório onde conste:
    1. cálculo do impacto financeiro anual da medida;

    2. definição de preços, métodos e circuitos de aquisição;

    3. definição de modelo e taxa de comparticipação por parte do Serviço Nacional de Saúde.